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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Escolhas,Rejeição,Distanciamento.




Como Leon Denis nos fala a vontade é “Faculdade Soberana da Alma” , assim como também usufruto da Lei do Livre Arbítrio que direciona o Universo através da Providência Divina.
Desde a mais tenra idade, até seu desenvolvimento pleno, o homem exercita –a constantemente experimentando-a num amplo contexto de conseqüências,  delineando padrões de comportamento.
Vemos assim que ela é intrínseca a lei de Causa e Efeito.
Para seu bom uso, destina-se os cuidados da Educação.
Educação, pautada nos valores morais adquiridos e vivenciado na infância desta reencarnação, na família, na escola, na religião, o que paulatinamente lhe proporcionam a condição de “ser social “. Aprendizado esse que desemboca nas condições do conviver, relacionando-se com o outro através dos sentimentos de amor e desamor a que todos estamos afeitos.Inicia-se assim a socialização.
Mas se estamos sempre dispostos a demonstrar nossos desejos através das escolhas, muitas vezes esse processo se mostra caótico quanto ao entendimento do “direito de escolha” do outro, pois quando esses ferem nossos interesses, o comportamento através das ‘ instintivas atitudes’ vem à tona, e acaba desdizendo toda “educação” supostamente apreendida por nós. 
Somente uma vontade firme e resoluta pautada em verdadeiros valores morais, incutida através de exemplos bem direcionados, e embasada numa certeza plena que uma força maior rege nossos destinos (Deus) impedirá que façamos sofrer a nós mesmos e a outrem, colaborando para a eliminação do sofrimento e da dor neste plano de vida.
Mas e aqueles que nesta vida não usufruíram um lar, de todos esses cuidados?
As escolhas desses espíritos antecederam esta reencarnação na condição que se encontram agora. São as provações a que estamos sujeitos quanto aos débitos trazidos por nós de outras vidas. Resultante da fieira dos descaminhos por nós escolhidos.
Mas não nos esqueçamos da misericórdia divina que nos atende segundo necessidades e merecimentos, mas que ainda assim respeita nosso livre arbítrio.
Estamos aqui na Terra para superar a nós mesmos por isso é tão importante a auto educação afeita a todos nós e assessorada pela espiritualidade quanto ao nosso desejo sincero de mudanças.
Nunca estamos sós! Cirineos colaboram conosco nesta empreitada.
“Amar a Deus sob todas as coisas e ao próximo como a si mesmo” Dizeres de Jesus a colaborar para decidirmos quanto ao bem geral junto as nossas escolhas.
Quando a situação não nos permite escolher ou quando somos a solução da escolha do outro começamos a perceber a contingência que envolve o ser humano nesta questão.
Isso ocorre muitas vezes em família quando, de uma determinada forma elegem fulano para fazer isso ou aquilo, sem levar em conta como ele se sente.Por isso relembremos alguns pontos importantes de respeito no plano das relações.
Nunca decidir, pelo outro já é um inicio de pacificação nas relações.”A imposição leva a problemas muito sérios”.Busquemos sempre dialogar.
Aprendamos a respeitar cada um, mesmo que ele nos diga “NÃO”.
Amar não significa que sempre tenhamos de dizer sim. O direito que lutamos por estabelecer junto ao outro, se fará nosso também.
Lutemos por direitos e deveres, não só com palavras, mas com “exemplos”.
Quem luta ou negocia para ajuste das relações, deve demonstrar que a atitude sugerida é “possível de ser concretizada”.
Existem situações onde você pode ser altruísta, mas análise bem, pois isso deve ser um comportamento espontâneo, uma coisa boa para você, que não o leve a arrepender-se ou reclamar mais tarde.Não se engane tentando ser “bonzinho”. O altruísmo é útil quando real, senão vitimiza a pessoa.
Quando formos nós a escolher, não fiquemos explicando a escolha, tomando padrões dos erros alheios, o que costumeiramente fazemos para não sentir culpa.
Expliquemo-nos, falando sempre sobre nós mesmos; nossos sentimentos, pensamentos ações. Por mais cuidado tenhamos, sempre haverá quem se sinta agredido.
A espiritualidade nos esclarece que ao fazermos escolhas tenhamos em mente s o bem estar geral. Mas é muito provável que alguém se sentirá rejeitado ou excluído com sua decisão, pois não há situação unilateral quando o ego fala mais alto principalmente neste estagio evolutivo que nos encontramos.
Lembro-me de uma garota que tinha um amigo apaixonado por ela.Todos desejavam esse namoro, amigos, família, parentes.Ela simpatizava com o rapaz, mas se sentia mal nessa situação e jamais decidiu a favor do jovem, pois sentia não poder fazer sua escolha já que todos tinham decidido por ela previamente.Nunca quis nem tentar, pois se tentasse ficaria muito mais difícil dizer não posteriormente.Toda vez que via o rapaz sentia-se mal, ficando sufocada.
Acabou afastando-se dele e de todos com suas cobranças, pois é o que fazemos; nos distanciamos das pessoas quando não respeitam nosso direito de escolha.
Escolhas, rejeição, distanciamento parecem ser situações mais do que comuns vivenciadas por nós no dia a dia.
Isso nos causa muitas tristezas e desconfortos. Precisamos deixar claras nossas posições, falando com simplicidade, segurança, o que desejamos.
Todas estarão concordantes comigo neste ponto de vista, mas eu digo que não é fácil.
Jesus dizia: - Seja seu dizer sim, sim, não, não.
Acredito ser essa uma virtude a ser conquistada nesta encarnação por nós.E que precisa ser urgentemente colocada em nossas vidas com amor e generosidade.
“Com a mesma medida que medirdes vos medirão a vós” (Jesus)
Os conceitos de educação deverão ser ainda muito aprimorados para isso.
O discernimento, a inteligência emocional, a utilização da ética e da moral facultando a razão num padrão de escolhas justas e amorosas para que o homem possa ser feliz, utilizando sabiamente seu livre arbítrio, em consonância com a Lei de Causa e Efeito.
Por isso a importância complementar do auto conhecimento, firmando propósitos de auto aperfeiçoamento.
Dirão alguns que hoje é muito diferente, fala-se até com indiferença sobre todas as questões.Mas eu diria que justamente essa indiferença, é a falta de conteúdo que acomete a muitos, pois perderam os valores reais, e as relações estão como estão.
O valor real dessa nossa conversa é além de tentarmos nos posicionar com amor perante a vida; entender a vida através dos sentimentos dos outros também. Quem sabe assim consigamos lidar melhor, quando as escolhas dos outros recaírem sobre nós. Conseguindo trabalhar as rejeições a que estamos sujeitos, sem distanciamentos que nos levem a solidão, as angustias da alma, e as doenças do corpo físico.
Aprendamos a respeitar.cada escolha.
Sogra ame vossos genros!
Genro ame vossas sogras. ! 
Vovós maternas sejam amigas das avós paternas de seus netinhos.
Papais, mamães amem cada qual de seus filhos nas diferenças que possuem, sem predileção!
Cunhados, lembre-se do afeto que deve existir entre irmãos, respeite os sentimentos de sua esposa, seu esposo, não os obriguem constantemente a escolher entre vocês e eles.
Irmão ame vossos irmãos consangüíneos, aprendei com eles desde cedo a repartir, o amor de seus pais.
Homens da ciência, da política, respeitem o ser humano,a criança, o jovem ,o idoso,o planeta.
Homens de fé sejam proselitistas, as religiões são estágios necessários ao espírito imortal.
Filhos de Deus respeitem a vida, tão abundante neste planeta, respeitando a si mesmos, e a casa planetária que os alberga.
Não escolham o desamor, rejeitando o outro, se distanciando das leis de Deus.





Léon Denis  foi um filósofo espírita e um dos principais continuadores do espiritismo após a morte de Allan Kardec, ao lado de Gabriel Delanne e Camille Flammarion. Fez conferências por toda a Europa em congressos internacionais espíritas e espiritualistas, defendendo ativamente a idéia da sobrevivência da alma e suas conseqüências no campo da ética nas relações humanas.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Há vida após o nascimento !


No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebês.
O primeiro pergunta ao outro:
-         Você acredita na vida após o nascimento?
-         Certamente. Algo tem de haver após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.
-         Bobagem,não há vida após o nascimento.
-         Como verdadeiramente seria essa vida?
-         Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui.Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.
-         Isso é um absurdo ! Caminhar é impossível. E comer com a boca? È totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta.
-         Eu digo somente uma coisa:
-         A vida após o nascimento está excluída.O cordão umbilical é muito curto.
-         Na verdade, certamente há algo.Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.
-         Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida.E afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.
-         Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.
-         Mamãe ? Você acredita na mamãe ? E onde ela supostamente está?
-         Onde ? Em tudo em nossa volta! Nela, e através dela vivemos.Sem ela tudo isso não existiria.
-         Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não existe nenhuma.
-         Bem , mas as vezes quando estamos em silêncio,você pode ouvi-la cantando,ou sente como ela afaga nosso mundo.
-         Saiba, eu penso que só então a vida real nos espera e que agora apenas estamos nos preparando para ela !

       ( Autor Desconhecido)