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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Evolução Espiritual


Quando falamos sobre as questões do espírito, um dos quesitos fundamentais para nosso esclarecimento é que o “Espírito” evolui. 
Ou seja; desenvolve-se através de sucessivas reencarnações. Auto aperfeiçoa-se nas dimensões intelectual e moral, deixando sua condição inicial de "simplicidade e ignorância" para se elevar à condição de pureza espiritual.
A idéia de “evolução do espírito” dimensiona a dinâmica a que estamos afeitos como espírito imortal, sem o determinismo do “nada” que certas culturas religiosas impõem.
Abre-se a nossa frente às questões do livro arbítrio e da individualidade, inerentes a vida mesmo depois da morte.
Amplia-se em nossa mente as questões do tempo, e da eternidade dantes não compreendidas ou assimiladas.
Ajustam na medida certa, as questões sobre a justiça divina através das oportunidades renovadas.
Quantas possibilidades para a criatura ao dimensionar a palavra evolução!
O respaldo cientifico para essa questão que o Espiritismo tão bem desenvolve através da Lei do Progresso ou Lei da Evolução contida no livro dos Espíritos, vem através das pesquisas de Charles Darwin em meados do século XIX, quando lança seu livro “Teoria da Evolução das Espécies”.Um grande marco cientifico, que abrange idéias muito alem da ciência pois, corrobora com a amplitude de questões religiosas, como a do Criacionismo vigente até então.
No Criacionismo o homem é o centro de toda Criação, pois feito à imagem e semelhança de Deus tem o privilegio de abstração e discernimento para perceber sua natureza divina. Ou seja; superioridade ante todos os outros seres.
Isso com certeza mexe com o orgulho humano, pois quando falamos em evolução profanamos essa sua “natureza divina” privilegiada.
Segundo o princípio do Evolucionismo, tudo o que existe está em contínua evolução. O Universo, os mundos e os seres, tanto os animados quanto os inanimados, isoladamente ou em conjunto,pois isso faz parte das Leis de Deus.
Diz-nos o Evangelho segundo o Espiritismo
"Ao mesmo tempo que todos os seres vivos progridem moralmente, progridem materialmente os mundos em que eles habitam. Quem pudesse acompanhar um mundo em suas diferentes fases, desde o instante em que se aglomeraram os primeiros átomos, destinados e constituí-lo, vê-lo-ia a percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas de degraus imperceptíveis para cada geração, e a oferecer aos seus habitantes uma morada cada vez mais agradável, à medida que eles próprios avançam na senda do progresso. Marcham assim, paralelamente, o progresso do homem, o dos animais, seus auxiliares, o dos vegetais e o da habitação, porquanto nada na Natureza permanece estacionário” .
Temos assim a idéia de sincronicidade existente em toda Criação.
Há evolução no plano físico e no plano espiritual.
Podemos perceber essa predeterminação na trajetória do “ser” alicerçada por uma inteligência superior em suas leis sábias.
Interessante vir a lume no século XIX idéias tão marcantes.
Seria ainda o clarão das luzes do século do Iluminismo (XVIII) chegando até nós?
Seriam Darwim e Kardec arautos da evolução?
Como Espírito teriam a incumbência de aclarar o pensamento humano?
Utilizariam esta reencarnação para a semeadura de idéias libertadoras muitas vezes aprisionada pelos dogmas?
Ou seriam mensageiros do progresso, demonstrando que tudo se inicia no plano espiritual e cabe ao homem através das revelações intuídas e contextualizadas compreender melhor seu papel no mundo se integrando a ele?
Seria o homem de ciência, o médium nos quesitos do intelecto e o homem religioso o médium das “Verdades Divinas Reveladas” segundo intuição?
Deverá então haver uma integração entre eles. Ou seja ciência e religião caminhando juntas.Desmistificando os que dizem ser isso impossível?
Quantas perguntas, e com certeza quantas respostas a serem obtidas.
Dizem que muito mais que respostas, as perguntas é que determinam o progresso realizado. Espero que este texto suscite muitas outras, e que a indagação faça parte de nossa interioridade, demonstrando assim a força intuitiva e operante que existe em nós para irmos cada vez mais avante, à frente, ao alto.





O criacionismo consiste na crença que o universo e a vida foram criados, sem recurso a matéria preexistente por uma entidade superior
O criacionismo afirma a ideia da mais pura causalidade pois Deus a partir do nada, por um acto de sua livre vontade põe o mundo e o homem na existência. Exclui-se por conseguinte uma causa material, a esta teoria opõem-se todas as concepções materialistas como a teoria da biogénese ou a teoria do Big Bang, que dizem que o universo ou a vida foram criados a partir de matéria preexistente por mero acaso.