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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Porque não faço o bem que desejo?

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É do do apóstolo Paulo. na Carta aos Romanos
(7, 15), a colocação: 
– Eu não entendo o que eu faço; não faço o bem que desejo, mas o mal que não quero e aborreço, isso é o que eu faço.
Paulo fala da complexidade humana ante o bem a ser realizado, já que a imperfeição é inerente ao ser humano. 
Fala da fragilidade de nossa  fé ante nossa vontade , e do sofrimento por inúmeras vezes vê-la fracassar. 
Expõe a dificuldade  dos sentimentos humanos ante a busca da virtude e  os vícios em que se apega.  
O comportamento humano trafega entre os opostos do bem e do mal, da  perfeição que esta ao seu alcance, e a imperfeição de que é possuidor.
Orgulho e humildade, prazer e dor, apego e desapego, realidade e fantasia,  se antepõe em nossa caminhada terrena.
Auto conhecimento, auto superação esta na raiz profunda de nossas necessidades.
Embora estejamos fadados a perfeição o caminho do aprendizado é longo, passando pela tentação constante das irrealidades materiais.
Kardec diz que: -  “ O espirito progride em insensível marcha ascendente, mas o progresso não se efetua simultaneamente em todos os sentidos.”  Desenvolve-se paulatinamente, por isso a evolução não dá saltos.
Precisamos crescer emocional, psíquica, espiritualmente,angariando virtudes superando viciações. 
Mas o que  são virtudes, o que são vícios ?
 Virtude é uma qualidade moral, atributo positivo de um indivíduo. É a disposição de praticar o bem; e não é  apenas uma característica, trata-se de uma verdadeira inclinação. Virtudes são todos os hábitos constantes que levam o homem para o caminho do bem.
Vício é um hábito repetitivo que degenera ou causa algum prejuízo ao viciado e aos que com ele convivem. Seu oposto é a virtude. .
Antigamente acreditava-se que o mal estava na natureza física do homem,( a carne é fraca ) assim sendo não era possível empregar esforço para corrigir tais defeitos que eram da matéria. E o homem julgava-se dispensado dos esforços para corrigi-los . Dessa forma podia encolerizar-se, dar asas a sua luxuria, lançando  a culpa em seu organismo e  em Deus por tê-lo feito assim .
Os vícios são, sem dúvida alguma, a maior chaga moral da humanidade nos tempos atuais. Eles podem ser visíveis e invisíveis.
Uma forma de vencermos as tendências inferiores é substituirmos os prazeres materiais pelos espirituais.
Substituirmos os pensamentos negativos por positivos.
Na pergunta 917 de O Livro dos Espíritos, Fénelon nos orienta que a predominância da vida moral sobre a vida material é um poderoso instrumento para enfraquecermos o nosso egoísmo, causa de todos os vícios (p. 913).
Ocuparmos o nosso tempo com leituras edificantes, palestras esclarecedoras e tarefas evangélicas é instrumento valioso para bem empregarmos a nossa libido e direcionarmos nossos pensamentos, preenchendo com sabedoria os horários vagos.
No primeiro mandamento “Ama a Deus sobre todas as coisas”, Jesus nos orienta, com exatidão, sobre como nos libertarmos da escravidão material. Como tudo, no universo, está impregnado da Divina Presença, segundo nos esclarece o mestre de Lyon no capítulo II da gênese kardequiana (a Providência Divina) ao nos apegarmos a algo material, estamos substituindo o Todo pela parte e isso nos causa dor e dependência. Quando direcionamos nossas mentes para a Fonte, fazemos o processo contrário e, portanto, plenificamos o nosso vazio psicológico pela consciência de plenitude, a solidão pelo Amor Maior, a parte pelo todo, o sofrimento pela felicidade da percepção do contato íntimo com o Cristo, numa forma de prazer infinitamente maior e mais duradoura.
“Amar a Deus sobre todas as coisas” significa, portanto,substituirmos prazeres menores, materiais, grosseiros e efêmeros por um prazer incomensuravelmente maior, mais suave e eterno. Quando seguimos o primeiro mandamento, portanto, colocamos o que é espiritual acima do material e isso nos põe em contato com a nossa verdadeira essência, nos reposicionando nos trilhos da nossa missão na Terra e nos felicitando com a paz espiritual dos justos.
Vale salientar que existe um forte sinergismo entre o “Amar a Deus”, “Amar ao próximo” e “Amar a si”, pois esses mandamentos áureos se retroalimentam:
Não poderemos amar ao nosso próximo, sem amarmos a nós mesmos, se estamos nos desvalorizando e autodestruindo fisicamente através dos vícios.
Amar a Deus é amar a si da melhor forma possível, pois percebemos que o nosso "Si" não é o corpo físico, mas o espírito imortal que, por sua vez, já está mergulhado na Consciência Maior que o eterniza e ilumina.
Amar a Deus é amar a si, porque a qualidade de nossa vida melhora infinitamente quando submetemos a nossa pequena vontade pessoal à Vontade maior. Quando nos libertamos dos vícios, encontramos o Cristo que habita nossos corações e nos permitimos ouvir sua voz, que nos guia invariavelmente à felicidade própria e a das pessoas que amamos.
Quando nos auto destruímos estamos desrespeitando o amor ao próximo, porque prejudicamos justamente as pessoas que mais amamos. Nossa esposa, filhos, pais e amigos são os mais afetados, se os trocarmos pela viciação, que antecipará a nossa morte física. Essa é outra forma extremamente eficaz de evitarmos o primeiro gole, a primeira mordida compulsiva ou uma relação extraconjugal: colocarmos na tela mental a figura da nossa esposa e filhos e perceber o quanto lhe causaremos dor com nossa atitude!
Por isso no esforço de cada dia possamos dizer :
-  Faço o bem que desejo,e não o mal que não desejo. 

domingo, 15 de janeiro de 2017

Laços, Vinculos, Prisões

Muito se tem falado e discutido nas mídias em geral de mudanças de comportamento nos relacionamentos .  
Fala-se muito em aceitar o outro, abolir preconceitos, inclusão social, igualdade de direitos, tudo isso abordado sobre o estigma de novos valores que buscam vencer a indiferença, o desamor,  o distanciamento . Esses pensamentos se popularizaram deixando claro o desejo de mudanças.
Já vivemos intensamente a tecnologia neste século passado, nada mais justo possam as criaturas das mais simples as mais eruditas  discutirem nessas mídias mudanças de atitudes.
As mídias demonstram as violências de cada dia, mas também revelam pensamentos e desejos que se manifestam a favor do amor e do bem. Dessa forma vamos percebendo uma busca comum e um  inter-relacionamento ocorrendo entre todos.
Tudo que permitimos faça parte de nós exige atenção.
Quando  nos vinculamos a algo ou alguém isso nos alimenta,envolve, interage, e se alimenta também.
Por isso estejamos atentos quanto aos nossos sentimentos em relação ao outro.
A intensidade do envolvimento é fator primordial pois estará calcada na capacidade afetiva de cada um. E como somos ainda muito imperfeitos, essa demanda afetiva às vezes fica mais nas questões de insegurança, necessidades, interesses, dependência, do que efetivamente no campo do amor.
Parece mais falta de amor a si próprio; coisa que exigimos ou  deixamos o outro fazer por nós ou seja; “nos amar”, do que amarmos. O estreitamento, a aproximação do outro acaba ficando, não só em laços afetivos, mas em vinculações dolorosas e aprisionamento do SER.
Por isso o processo de reencarnação é tão precioso. Revivemos muitos dessas vinculações doentias através de laços consanguíneos para minimizar sentimentos de ódio, mágoa, rancor.Voltando ao paradigma da reencarnação que é progresso e evolução.
E esse crescer se faz através dos relacionamentos, pois o viver aqui nesse planeta Terra nos fala que o ser humano é essencialmente social e que a evolução se estabelece através do AMOR.
Amor a Deus, ao próximo, a si mesmo. Essa é a medida mais exata do amor.
 Resumida por Jesus em: - fazer ao outro o que se quer para  si.
Os laços afetivos são necessários ao nosso aprimoramento, mas quando o orgulho o egoísmo fala alto, eles se transformam em vinculações que perduram por outras reencarnações, muitas vezes através da lei de causa e efeito onde os  aprisionamentos, são fixações profundas que geram obsessões.
Obsessões, auto obsessão , fixações intensas falam dos problemas espirituais vividos por nós indevidamente no campo das relações. Por isso tão importante o respeito, o amor, o desapego.
Jesus é o mestre dos relacionamentos,não nos esqueçamos disso .
E ele nos conclama ao amor, a união  ao perdão, a solidariedade, a caridade, e ao desapego das coisas, de tudo que possa nos prender nos deter a retaguarda. Deixando claro que no final da jornada estaremos sós.
O amor é libertário! Rompe com todos os grilhões !
Pois não nos alimentamos apenas de alguém, mas, de toda Criação, integrando e interagindo como um todo.
Amor é vida, abundancia, crescimento e prosperidade do SER.