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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Então é natal...


E de repente é final de ano! E não paramos de correr!
O que falta ainda?
O ultimo presente?
 A ultima bola da arvore?
A compra no supermercado para a comidinha ideal?
Tantas coisas nos faltam, mas não são somente as materiais.
Nos falta o bem mais precioso aqui na Terra.
Nos falta TEMPO !
Tempo para viver a vida! E vida em qualidade!
Em abundancia como Jesus nos fala:
 - "Vim para que tenhais vida e vida em abundancia"
Precisamos de qualidade de tempo! Onde reais valores possam ser aferidos  por nós.
Onde possamos avaliar sentimentos vividos e compartilhados.
Sentimentos que nos fazem  melhor, pois transformam e modificam atitudes, nos deixando mais fraternos, solidários.
Sentimentos que nos fazem mais lúcidos quando confrontados pela dor,pois estamos de mente mais aberta a tudo que a vida oferece, e o sofrimento é superado por experiencias já vividas.
Onde a reflexão, nos conecta com nosso eu interior,mobilizando a fé a vontade, trazendo a tona  a fortaleza que existe em nós pois somos filhos de Deus.
Emanuel nos fala que o  mais precioso talismã que possuímos é o tempo.
E pra nós ele urge quando as necessidades são materiais.Possamos utiliza-lo bem.
Nós não somos só matéria.Somos o espirito imortal. E para o espirito imortal há a transcendência. E para a transcendência a eternidade.
Olha só quanto tempo minha gente, para aqueles que acreditam na imortalidade da alma !.
Mas não posterguemos, façamos nosso melhor sempre.
Deixemos Jesus viver em nós diariamente, não só no corre corre do final do ano.
Que nos sintamos abundantes e plenos de "verdades" e de amor.
O tempo perguntou pro tempo quanto tempo o tempo tem. O tempo respondeu pro tempo que o tempo tem tanto tempo quanto o tempo tem.

Desejo a todos os participantes deste blog :
Um Bom Natal ! Feliz Ano Novo! Muita Paz a todos ! e a nossa Pátria Brasileira



quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Viver de Aparencias

Resultado de imagem para aparencias nada mais


Jesus nos ensina a não julgar, e não é porque temos o mau hábito de fixar os defeitos alheios com absoluto esquecimento dos nossos. Mas porque olhamos para as coisas segundo as aparências.
Aparência é o aspecto ou aquilo que se mostra superficialmente ou à primeira vista. É a forma exterior de algo. É um grupo de sinais que exterioriza quem somos. 
É apenas reflexo do que se expõe... Aparências escondem, enganam e iludem...
Já a essência é o conteúdo essencial do ser... Conquista própria aferida em trabalho árduo da experiência em  aperfeiçoamento das virtudes.. Difícil de ser apreendida pelos indiferentes e superficiais.
Aparência e essência são palavras antagônicas entre si. E hoje em dia ainda temos outra palavra a se juntar a essas duas ; transparência!
A transparência revela, expõe, assume... Demonstra com clareza o que se é, às vezes é contundente.
Na nossa sociedade hoje em dia se diz da necessidade de ser transparente, isso facilitaria esse reconhecimento do outro, evitando problemas.
Conhecer leva um tempo. O tempo é do tamanho de nossa ilusão.
Trazemos em nós a sombra das ilusões (vazio) que nos impede de ver a realidade.
Cada um vê ao outro segundo suas crenças, suas experiências. Por isso vemos no outro aquilo que somos e não o que ele seja. 
Para nós as pessoas são espelhos.
Jesus dizia: - Por que vê o argueiro no olho de teu irmão. E não a trave que esta em seus olhos.
O mal refletido no olho do outro é o mal estabelecido em nós.
O que é ilusão?
È o engano dos sentidos ou da mente, que faz com que se interprete erroneamente um fato da imaginação. A ilusão ofusca a razão não nos deixando discernir a realidade dos fatos.
Ser iludido é ser enganado, é viver uma falsa ilusão.
A ilusão pode ser fruto da imaginação. 
A ilusão de ótica, por exemplo, existe  e nos faz ver  uma imagem distorcida, enganando nossa percepção visual. 
Pinturas geométricas, desenhos, nos dão a ilusão de movimento, profundidade. Os filmes 3 D  mostram a imagem saindo da tela.
Existem ilusões de fora enganando nossa  percepção sensorial, e existem ilusões de dentro embasadas em nossas crenças, no nosso modo de pensar, em nossos preconceitos. mostrando nossa realidade e não a do outro, e sobre as quais fazemos escolhas.
Hoje em dia muitas pessoas vivem num padrão financeiro fictício. Nunca se viveu tanto de aparências como agora.
Essa é uma opção feita por muitos . Aparentar um padrão acima da realidade já se tornou um hábito difícil. Muitos vínculos de amizades e relacionamentos são construídos em torno da aparência
SER, TER, OU PARECER?
No passado a escolha era ser importante; medico, advogado, empresário
Depois foi a vez do TER, uma casa ,um carro, boas roupas.
Hoje em dia SER E TER são demorados para conquistar. Então se escolhe um caminho mais fácil e rápido que é parecer ter e ser.
O problema é a insustentabilidade de viver de aparências, com o reflexo no campo financeiro, psíquico, emocional da criatura.
COMPRAR O QUE NÃO PRECISA
COM O DINHEIRO QUE NÃO TEM
PARA APARENTAR SER O QUE NÃO É
PARA IMPRESSIONAR AQUELES QUE NÃO CONHECE
Quanta ilusão!!!! Parecemos cegos levando outros cegos.
Precisamos de uma mão amiga para nos trazer a realidade.
Essa mão é do mestre Jesus, que durante todos seus ensinos quando aqui na terra nos alertou sobre a ilusão das aparências.
Falando sobre :
Guardai-vos dos Falsos profetas, que são lobos vestidos de cordeiro, arvore má que não dá bons frutos, não acrediteis em todos os espíritos, colocar a candeia em cima do monte, e ainda não se faz remendos de pano novo em roupa velha.
As aparências enganam o homem, mas não a Deus!
O homem vê aparências. Deus vê o coração 
Por isso o mestre deixa claro quando diz:
Aqueles que dizem senhor, senhor não entrarão no reino dos céus.
Mas somente aqueles que fazem a vontade de Deus.
Precisamos aprender a viver na realidade
Ver a realidade significa entender que todos nós estamos em aprendizado possuímos um lado bom e um lado a ser elaborado por nós.
Aceitar o outro como ele é sem idolatra-lo ou espezinha-lo, sem preconceitos, apenas como um ser humano como todos nos sem falsas expectativas.
Trabalhar nosso campo emocional, o equilíbrio dos sentimentos, percebendo os exageros e dores extremas fictícias que possuímos quando nos sentimos vitimas da vida, das pessoas. Saber-se filho de Deus imperfeito, mas a caminho da perfeição. Aprender a perdoa-se
Corrigir as falhas e perceber no outro,  atitudes similares. Entender os medos e receios que nos fazem exagerar os sentidos das coisas. Sentir em si e nos outros as possibilidades de melhora ante a vida e os problemas. Trabalhar nossas fobias e aversões.
Observemos Jesus junto a Maria Magdala, para muitos era a mulher inconveniente. Para ele era mulher mal compreendida com um coração angustiado necessitando ajuda reerguimento.
Zaqueu era usurário, para ele um amigo a quem transmitiu elevadas noções de progresso e riqueza.
Simão Pedro era fraco e inconstante , mas para ele era alguém entranhado nas sombras do preconceito, mas que despertaria na luz do pentecostes para ser-lhe o discípulo sincero. 
E assim todos que dele se aproximavam. Via em cada um o potencial do vir a ser, e os ajudava a atingir esse objetivo.
Emanuel diz que toda vez que acionarmos nossa parte inferior, a sombra dos outros permanecerá em nossa companhia. Mas se projetarmos o melhor de nós, a luz do próximo virá ao nosso encontro.
Enquanto vivermos na matéria viveremos a irrealidade das coisas. 
A morte demonstra quem realmente somos em conteúdo e essência!
Não dá pra enganar! 
Precisamos viver a realidade do  espirito na matéria. 
É Tempo de Vivermos a Realidade do que Somos...
Para que venhamos a usufruir a plenitude de Sermos... 


terça-feira, 16 de agosto de 2016

"Quem se exalta será rebaixado e quem se rebaixa será exaltado" - A Vaidade


Há dois mil anos temos
conhecimento dos ensinos de Jesus.
Temos aprendido sobre a importância do amor a nos mesmos, ao outro e a Deus. 
Temos utilizado a fé como recurso de auto- superação. Exercitado esses ensinos através da caridade, da solidariedade e da compaixão, mas  ainda estamos distantes da genuína comunhão com os interesses divinos, ou os desígnios de Deus nosso PAI.
 Trazemos em nós uma cortina espessa;  a cortina do “eu” que representa nosso ego, ou como diz o Evangelho o orgulho a vaidade.
Essa cortina espessa cobre a luz que vem do alto, E não nos permite ver com lucidez a realidade.
No cotidiano, as cortinas servem para diminuir a luz  ambiente, deixando-o  na penumbra, mas se forem espessas demais, nos impedem de enxergar .
Assim é a cortina do eu, por trás delas conservamos cegueira espiritual.
A cegueira espiritual nos impede de ver além de nós mesmos, somente registramos nossas necessidades básicas, interesses, sendo promotores  de nós mesmos e da “nossa verdade”.
O “meu querer”,  “o meu viver” , o “ meu parecer” .
Há uma diferença entre orgulho e vaidade.
ORGULHO: - é a consciência certa ou errada de nossos méritos.
VAIDADE: - é a evidencia de nossos méritos certo ou errado  para os outros
“Orgulho é a opinião que temos de nós mesmos”.
“ Vaidade é o que desejaríamos que os outros pensassem de nós”
Um homem pode ser orgulhoso sem ser vaidoso.
Orgulhoso de sua honradez, de seu trabalho, pois tal é a natureza humana. Mas a questão da vaidade nos parece situação incoerente, pois como pode uma pessoa evidenciar seus méritos a outros se não tem consciência do que seja  méritos próprios.
 Isso parece irracional, mas como o homem vive as exterioridades para ele parece racional  e normal.
Lembremo-nos da lenda de Narciso, e do quanto era apaixonado por si mesmo, e da sua beleza.
A vaidade faz parte dos sete pecados capitais, pois são atitudes humanas contrárias às leis divinas.
Nossa sociedade esta repleta de narcisistas basta olhar os reality show, as redes sociais. A sociedade de consumo incentiva  a VAIDADE, incentivando o TER.
Algumas pessoas mais conscientes a assumem, outras a negam.
O homem é o único animal vaidoso que tem consciência disso.
O pavão ( simbolo da vaidade ) embora pareça ser exibicionista é inconsciente pois é uma ave.
No idioma hebraico, língua original dos textos do Antigo Testamento, vaidade é traduzido por "hãvel", que significa vazio, vapor. Partindo para o termo em latim "vanitas", "vanitatis" - o significado é o mesmo, vacuidade (o que é próprio do vácuo), ou seja: VAZIO ABSOLUTO!
Parece que vivemos em uma busca constante para preencher um vazio existencial em nossa alma. Independente de termos ou não uma vida religiosa, demonstramos constante insatisfação com o que temos o que somos e o que desejamos nunca nos satisfaz de fato. A cada objetivo alcançado na vida, o vazio volta a nos consumir como uma “doença voraz”, “insaciável”.
Jesus nos fala sobre esta questão o cap. VII do ESE quando num sábado foi convidado para comer na casa de um fariseu.  
Fariseu  no tempo de Jesus era aquele que seguia  de maneira formalista a religião.
Ao tomar sua refeição, já sentado à mesa, observava que as pessoas buscavam os melhores lugares para estar em evidencia, ou sentar-se perto de alguém que estava em evidencia. E Jesus propõe uma parábola. "Quando fores convidado a alguma boda, não te assentes no primeiro lugar, porque pode ser que esteja ali outra pessoa, mais autorizada que tu, convidada pelo dono da casa, e que, vindo este, que te convidou a ti e a ele, te diga:
Dá o teu lugar a este; e tu, envergonhado, irás ocupar o último lugar. Mas quando fores convidado, irás ou vais tomar o último lugar, para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, senta-te mais para cima. Servir-te-á isto, então, de glória, na presença dos que estiverem, juntamente, sentados à mesa. “Porque todo o que se exalta será humilhado, e todo o que se humilha será exaltado.” ( Mateus, XIV:1, 7-11)
Estas máximas são o principio da humildade e da simplicidade que Jesus nos deixou.
E que o Espiritismo confirma a teoria pelo exemplo ao mostrar que os grandes no mundo do espirito são os que foram pequenos na Terra, e que frequentemente são bem pequenos no plano espiritual  os que foram grandes e poderosos na Terra.
A vaidade, o vicio do prestigio, ou da evidencia pessoal, são paixões advindas do orgulho que devem ser reeducadas, para que a pessoa não se perca em si mesmo.
Ao desencarnarmos nos apresentamos como somos e não como gostaríamos de ser.
O que ira nos engrandecer é nosso comportamento de aceitação, entendimento, colaboração. A lucidez espiritual que possuímos, para auto superação.
Nascemos sem nada e não levaremos nada depois da morte. Se alguma coisa vai permanecer, mesmo após a nossa morte, é o que seja eterno.
E o que é eterno, São Paulo nos diz: "por ora subsistem (eternamente) a fé, a esperança e a caridade - as três. Porém, a maior delas é a caridade" (I Coríntios 13, 13).
Em O Evangelho Segundo o Espiritismo (cap. Il, item 8), de Allan Kardec, há uma comunicação do Espírito de uma antiga rainha de França, que ao adentrar o mundo dos Espíritos, após uma vida de fausto e de orgulho, viu, com imensa surpresa que os Espíritos de muitas pessoas, que a ela haviam sido subordinadas na Terra e desempenhavam posições subalternas, obscuras, eram muito superiores a ela e desfrutavam, no mundo dos Espíritos, de uma situação superior. Em certo trecho da sua comunicação, ela diz, textualmente: "Que humilhação, quando, em vez de ser ali recebida como soberana, vi, acima de mim, porém, muito acima, homens que eu julgava tão pequenos e os desprezava, por não serem nobres de sangue! Oh! Só, então, compreendi a esterilidade das honras e das grandezas que, com tanta avidez, se buscam na Terra!"
O sentimento de vaidade nos distancia da realidade de nós mesmos, das pessoas, de Deus nosso Pai, transportando-nos para o domínio da ilusão, ampliando mais e mais nossa frustração e desajuste de consciência.
Haverá sempre alguém melhor que nós mesmos, construindo, idealizando e realizando coisas de uma melhor maneira.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Sábias definições

Como espíritos eternos  seguindo o curso natural das leis divinas possuímos o livre arbítrio, mas nem sempre  nossas escolhas são sábias.
Muitas vezes, essas escolhas são baseadas em indefinições. Principalmente quando acuados pelo sofrimento pela dor, pela perda.
Agimos impulsivamente,através da angustia, de incertezas.
Para agir com sabedoria é necessário ter clareza de raciocínio, somente assim teremos definição de atitudes.
O evangelho de Jesus nos parece tão assertivo quanto aos seus ensinamentos.
-Seja seu dizer sim sim, não não!
-Vai e não peques mais!
-Daí a César o que é de César!
-Vem e segue-me!
Todos esses ensinamentos foram colocados em parábolas que traduziam o cotidiano do povo no tempo de Jesus.
No decorrer do tempo vemos somente a sumula o resumo dessas frases, o que não as fazem menos importante.Mas precisamos estudá-las dentro de um contexto mais amplo, visualizando-as dentro de circunstancias do amor,da fé e do trabalho interno que Jesus propõe.
A assertividade envolve um  componente que é a fé em si mesmo. A certeza de asserto e o positivismo em estar realizando essa ação.
È a capacidade de trabalhar a emoção direcionando-a para a lucidez da razão, entendendo que ao fazer escolhas advém  responsabilidades.
Essa é uma das questões da fé raciocinada.  
Por exemplo: -Ninguém pode servir a dois senhores!.
Quando Jesus disse isso queria falar sobre as coisas da matéria e as coisas do espírito.
Será que quando fazemos escolhas levamos em consideração esta questão...?
Em que situação centralizo minha crença ?
Se estou vivenciando o Evangelho de Jesus devo leva-lo em consideração. Devo passar pelo crivo da fé.
A fé é profundamente necessária ao homem terreno para que ele não se esqueça que é filho de Deus, que é espírito imortal, e busque a sabedoria dessa fé para agir.
Tudo que existe no mundo material é criação de Deus e conseqüentemente ele é  possuidor de tudo . 
Não levamos nada ao desencarnarmos, somos apenas usufrutuários dos bens divinos.
Daqui levamos as boas obras, o bem realizado, os valores morais adquiridos.Somente isso !
A fé para nos levar à sabedoria, permitindo escolhas benéficas precisa ser proveitosas, profícua .
Ninguém adquire essa fé sem ter passado pelas tribulações da dúvida, sem ter padecido as angústias que embaraçam o caminho dos investigadores.
A fé é humana ou divina, segundo a aplicação que o homem der às suas faculdades, em relação às necessidades terrenas ou às suas aspirações celestes e futuras.
A fé humana é quando o homem em seu intimo acredita naquilo que quer realizar, tem certeza que pode e deve triunfar,e essa certeza lhe dá enorme força.Para isso precisa ter domínio de si.
Alírio Cerqueira Filho, espírita e autor do livro Inteligência Emocional e Competência Essencial, esclarece que: “O autodomínio é resultado do autoconhecimento. A partir da autopercepção, podemos ter o domínio dos nossos sentimentos; lidar com as próprias emoções transmutando aquelas que são inadequadas, ao invés de reprimi-las, substituindo-as por emoções condizentes com uma postura proativa diante da vida.
Não é livre quem não obteve domínio sobre si. ( Pitágoras )
A fé é divina quando temos uma atitude adequada ante os desígnios divinos avançando segundo o roteiro que nos traçou a divina lei acreditando que cada pessoa, cada coisa se ajustarão aos nossos olhos no lugar que lhes é próprio em sintonia com o celeste instrutor.
Você é uno com a Presença e o Poder de Deus. Sua sabedoria e compreensão residem dentro de você. Sinta-se divinamente guiado em todas as suas transações com tudo que existe no Universo. Em um nível Cósmico, você está no lugar certo, na hora certa, com a pessoa certa fazendo o que é certo. Sua atual experiência é um passo a mais no caminho que conduz a novas experiências, percepções e oportunidades.
Para que possamos caminhar adequadamente aqui na Terra precisamos de consciência pacificada pelo dever retamente cumprido sinceridade de propósitos, confiança em  nossa  capacidade, e saber que isso confere ligação com Deus nosso Pai maior.
Assim teremos auto confiança e auto domínio.
Seja seu dizer sim sim, não não!
Vai e não peques mais!
Daí a César o que é de César
Vem e segue-me !


quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

O Vale de Cedron




A cidade de Jerusalém é uma das mais antigas do mundo; ela  data do 4º milênio AC.
Está  localizada em um planalto nas montanhas da Judeia entre o Mediterrâneo e o mar morto.
No tempo de Jesus, possuía população de 25 mil habitantes sendo a maior cidade da Judeia.
A primeira referência à cidade de Jerusalém, esta  na Gn.14.18,onde Abrão o Patriarca Hebreu visita o rei de Salém ( Jerusalém ) Melquecidec.
Quase mil anos depois o rei  Davi fez de Jerusalém a sua capital, e ela passou a a receber vários outros nomes: -  cidade de Davi, cidade santa, cidade da verdade, pois para lá ele levou a Arca da Aliança que continha as tabuas sagradas dos dez mandamentos.
Mas foi somente após sua morte e Salomão seu filho ter herdado o trono, que foi construído o primeiro Templo de Jerusalém, onde a Arca da Aliança ficava.
Em hebraico a cidade de Jerusalém  era chamada de Yerushalaym.
Mas foi com os fatos relatados no Novo Testamento, ou  seja o nascimento do Cristianismo que  ela passa a ter importância não somente histórica.
Ao seu derredor havia uma grande muralha com inúmeras portas. Havia a porta de Damasco, a porta da água, dos cavalos, dos peixes, do monturo, de Jafa etc, ao todo eram doze.
Saindo pelo portão leste, observava-se uma cadeia de montanhas.    
Entre a cidade e os montes, havia  um vale que se chamava "Vale de Cedrom".
Cedrom significava escuro pois nas épocas chuvosas de inverno ele enchia, permanecendo seco e vazio o resto das estações.
É conhecido também como Vale de Josafá que significa ; o "Vale onde Deus julgará"
Saindo pelo portão da cidade, atravessando o vale,subindo o monte chegava-se ao Getsâmani ou seja um jardim situado ao sopé do Monte das Oliveiras, lugar significativo para Jesus que o buscava para orar e ensinar.
Acredita-se que Jesus e seus discípulos após a ultima ceia tenha orado na noite anterior a crucificação no Getsâmani.
Essa noite é chamada noite da angustia pois de acordo com o Evangelho segundo Lucas, a angústia de Jesus no Getsâmani foi tão profunda que "seu suor tornou-se  grandes gotas de sangue, que corriam até ao chão."
Quando o rei Davi foi expulso de Jerusalém por Absalão, saiu pela porta leste da cidade e caminhou com seu povo pelo vale de Cedrom e dizem que o rei chorou durante toda a sua trajetória pois ficara sabendo que seu filho Aitofel ajudara Absalão traindo-lhe.
Nosso mestre Jesus também atravessou o Vale de Cedrom apos ter sido delatado e encontrado pelos soldados.
O interessante é que esses espíritos pertenciam a mesma descendência, ou seja Jesus pertencia a descendência de Davi através de seus pais.
Me parece que atravessar o Vale de Cedrom tem um significado especial para cada um de nós.
Quem não passou momentos de angustia magoas, injustiças acreditando estar só,num vale profundo,entre a cidade e os jardins.Ou seja entre as criaturas (cidade)  e seu próprio coração (jardim)
Esses com certeza são momentos de solidão. E Jesus sempre nos alerta que em nossas vidas haverá momentos onde estaremos sós. Nesses momentos continuemos a caminhar.
Não permaneçamos estáticos. Não queiramos pernoitar, acampar no "vale das lágrimas",mas caminhemos, encontrando a saída.
Para cada situação há uma explicação, uma necessidade,um aprendizado.
Observemos esses espíritos em seus exemplos, que através do tempo nos ensinam a força da perseverança em suas atitudes.
A força de lutar pelo que acreditam e das circunstancias que nos envolvem a vida terrena.
Precisamos como Jesus nos fala estarmos vigilantes, pois ora estamos na cidade,ora no Getsâmani e para atravessar de um lado para outro passamos pelo vale de Cedrom.