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Mostrando postagens de Maio, 2010

O Evangelho no lar

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Parece que foi ontem tão clara me vem as lembranças do primeiro Evangelho no Lar. A mesa guarnecida de toalha branca, água, flores no vaso.
O livro “O Evangelho Segundo O Espiritismo” com a foto do Sr. Kardec na capa, sobre a mesa.
Passava por um momento de dificuldades, e apenas começara no Espiritismo, mas já havia tomado a decisão de colocá-lo em minha vida, e isso me dava à segurança que precisava para realizar o Evangelho no Lar semanalmente.
Após a prece, abri o Evangelho e comecei a ler em voz alta a lição escolhida ao acaso.
Esse foi sem duvida um momento decisivo que marcou a minha vida e que.perdura até hoje.
È claro que não mais com toalhas brancas, flores, num sentido de organização sistemática ou obrigatória.
Pois fui aprendendo com o passar do tempo que nestes momentos como em todos os outros o altar que deve estar guarnecido é o do próprio coração.
Simplicidade! Busquemos simplicidade.!
Nada que não seja especial senão pelo amor !
A proposta do Espiritismo ao realizar…

Muito os chamados e pouco os escolhidos

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Benzedeiras, benzeduras orações!
Uma infância recheada por todas elas.
Brilho estranho no olhar, pequenas olheiras, como se estivesse num estado febril constante, que o medico nunca descobria o porque.
Lá ia eu puxada pela mão de minha mãe na casa de Dona Maria.
Senhora simples, lenço de pano amarrado na cabeça.
Terço com contas de rosário.
Copo de agua ,arruda ,alecrim, num pequeno maço de ervas nas mãos.
Quando ela me via começava a bocejar.
E eu pensava, isso deve ser minha culpa!
Vem cá menina!
Eu tímida sentava, e lá vinha a oração, com os respingos de água sobre minha cabeça.
O cheiro das ervas tão próximo ao meu nariz.
Eu ia me aquietando. Havia muitos quadros de Santo na sala. Mas eu nunca sabia se eu os observava,ou eram eles que  olhavam para mim.
A vela acesa a tudo e a todos alumiando.
Quando acabava, eu me sentia leve, livre e solta como passarinho.
Pode ir agora dizia Dona Maria, e eu saia pulando.
E ela dizia, espera um bocadinho, e lá vinha uma bala, um pedaço de bo…