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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

É Fantástico - Caindo em si - Lucas 15: 17 19












Diz a mídia que  domingo a noite quando ouvimos a musiquinha do Fantástico,uma sensação de tristeza  nos envolve, pois percebemos que o domingo acabou e a segunda feira já está ali, bem próxima de nós, dizendo que tudo vai recomeçar.
O trabalho, seus problemas,o trânsito,a distancia do aconchego do lar e da família.
Por certo isso mexe conosco sim. Dá uma preguicinha,uma vontade de não sei o que. Um  desânimo, uma tristeza, e se deixarmos fluir, uma "angustia" danada, pois vamos sair da zona confortável  em que ficamos durante o final de semana,pelo menos afastados dos tais incômodos; - trabalho,trânsito....etc
Analisando esse aspecto percebo que isso influí sobre nós. Mas acredito que não seja só isso. Outra coisa também  faz surgir essa sensação.
São os encontros familiares. Sim aqueles do final de semana onde nos encontramos para almoçar e passar o dia.
Esses encontros são muito importantes, mas as vezes  deixam um sabor amargo,se não ficarmos vigilantes a isso.
São as discussões e conversas que surgem nesses encontros, e que nos vem a mente quando a noite buscamos relaxar.E de repente lá vem a sensação de desconforto.
Estava tudo bem ! 
Agora estou me sentindo estranho com uma  sensação de que meu mundo caiu?
Tentando entender dizemos:
-Acho que estou com alguma virose, meu sistema imunológico baixou . Acho que é cansaço. - A vida está cada vez mais é estressante. 
Afinal estamos no domingo, passamos a semana inteira trabalhando...E lá fica dentro de nós aquela sensação de angustia mal resolvida.
Quantos pensamentos perpassam nossa mente sem atinar com: - o que esta acontecendo comigo?  O que esta´errado ?...
Afinal tudo está bem, almocei com os familiares, e....Ah!  Não gostei daquela conversa.
Fulano não devia ter dito aquilo daquela forma.Ele está  sempre na defensiva.
Eu acabo me irritando.
É meus amigos nos domingos à noite junto com a musiquinha do Fantástico,também nos ressentimos das sensações desagradáveis vividas em família. Aquelas que procuramos não dar atenção mas que marcam nossas emoções e agora quando estamos mais tranquilos teimam em sair. 
É o encontro de gerações, de opiniões diversas, escolhas,momentos diferentes de vida, que entre a "massa da mama" e o "pudim da sobremesa"  tentam estabelecer diálogo, o que não é fácil.
Os mais velhos falam dos sucessos ou insucessos do passado dando exemplos.
Falam das dores físicas do presente.Querendo saber como estão os mais jovens.
E os mais jovens ? Não querendo dizer ,falar de si.
Se não estiverem no celular com certeza estão tentando garantir seus espaços.
-Eu não penso assim,não quero isto,aquilo, aqueloutro. Esse assunto já era.
Como faze-los compreender que não queremos tirar–lhes nada.Que os mais velhos apenas desejam o contato de algumas horas, onde constatamos  tudo estar bem, e seguimos avante.
Como dizer-lhes que não precisam defender seu território milímetro a milímetro.
E que o trocar de idéias é salutar quando não há imposições.
Nada mais angustiante do que ver nossos entes amados, tomarem decisões dentro de um comportamento equivocado em suas escolhas, o que nos dá um trabalho danado para dizer-lhes que não estamos contra não. Estamos muito a favor de tudo, desde que se pese a ordem e o respeito ao próximo.
Desafiar-nos parece ser o caminho de auto preservação. Mantenedores que são de seus espaços.
É a difícil arte de convivência em família.
Os mais velhos querendo saber como estão os mais jovens. Os mais jovens e suas famílias,estabelecendo limites,como a dizer:
-  Aqui não ! - aqui mando eu!
Acredito que todo domingo à tarde, depois das visitas familiares que ocorrem em quase todos os lares, sejam esses comportamentos que nos preocupam e angustiam. Sentimos um misto de alegria e felicidade por vê-los bem, mas uma certa impressão de desconforto que fica no ar pelas atitudes demonstradas.
Meus queridos !  Faço parte de uma tarefa onde as pessoas atendidas são aquelas que estão passando pela perda de seus entes queridos, e todas se lamentam dos momentos que desfrutaram e não disseram a  eles o quanto  os amavam, deixando pra lá muitas coisas que incomodam. Não deixemos isso acontecer conosco.Vir a morte para darmos o devido valor.Sofrer a perda para valorização da vida.
O que sempre esperamos dos entes queridos é afeto, amor, compartilhamento. Alegria em estarmos juntos.
Façamos o melhor, com mais generosidade,gentileza, ternura, sem estarmos sempre na defensiva.
Se tivermos que habitar juntos a mesma casa, algumas posições deverão ser discutidas, e respeitadas por todos, sem sombra de duvidas.
Mas algumas visitas no final de semana não é para por “pingos nos i”.
Desarmemo-nos para esses reencontros.Falemos de coisas amenas,brinquemos com as crianças, como crianças,de coração aberto e mente desperta para não ferir ou magoar. As oportunidades  desses momentos são para fortalecer os laços e vínculos que nos envolvem,e tenho certeza que se precisarmos de algo num momento de emergência, todos estarão disponíveis para ajudar,pois afinal existe um vinculo afetivo entre todos nós. Ajudemo-nos nesse reencontros, esqueçamos as magoas os maus momentos.
A vida  está nos fazendo cada vez mais restritivos, privativos, reservados.
E a tecnologia nos conduz cada vez mais a isso.
Quando ouço os atendidos que perderam os entes queridos no grupo de ajuda, que não acreditam na imortalidade da alma,chorando por não poderem voltar atrás, medito com eles a importância da família e daqueles seus entes que ficaram. E quando presencio situações como essas relatadas, penso quanto tempo desperdiçamos.
Reflitamos sobre essas questões, modificando  atitudes.
Ai sim, a musiquinha do Fantástico não será ouvida com desconforto. Mas com o coração tranqüilo, fortalecidos que estamos  pelo laços de afeto,de mais uma semana que passou e outra de oportunidades que estará chegando para todos nós a partir de segunda feira.