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segunda-feira, 29 de abril de 2013

A cada um segundo sua obra - A Determinação



Quem de nós não passa por dificuldades?
Seja no cotidiano ou em nossas vidas de uma maneira geral.
As dificuldades são situações que ainda não aprendemos a resolver !
Elas nos pedem conhecimento, coisa que só a vivência prática capacita.
Há uma longa caminhada a ser realizada por nós.Ela se chama sabedoria.Para as coisas do mundo íntimo, na relação com o outro, ou em nossa de visão do mundo, precisamos nos aprimorar.
Poderíamos afirmar que existe somente uma pessoa que não possui problemas - aquela que não está comprometida consigo mesma, com o outro, com a vida!
Entre as quais não nos incluímos, pois queremos aprender a superá-los, então estamos dentro da dinâmica que a vida propõe.
Para superar as dificuldades é necessário “ determinação”.
Construir a própria vida, com responsabilidade exige trabalho.
Há um esforço dispendido para enfrentar as vicissitudes nessa construção.
E não deve ser feito aleatoriamente mas com precisão amorosa, distinção de valores, definição de padrões, tendo um propósito. Isso é determinante para fazer a diferença. E isso depende de nós.   
“A cada um segundo as suas obras” Mateus 16:27
Nesse trecho do Evangelho percebemos a responsabilidade que nos cabe perante a Lei Divina nessa construção. De acordo com o esforço empreendido estaremos mais próximos ou mais longe do programa a ser alcançado.
Fomos criados simples e ignorantes por Deus nosso Pai:, mas dotados de aptidões..
Aptidões são faculdades da alma a serem desenvolvidas. São os talentos de que o Evangelho nos fala.
Ao desenvolvê-las (amor,inteligencia,livre arbítrio) encontramos sabedoria, o que evita o sofrimento e a dor. 
Através do livre arbítrio fazemos escolhas. As escolhas geram consequências .
As consequências geram discernimento. O discernimento cria uma escala de valores que determina a conduta moral, o comportamento da criatura, demonstrando o nível de progresso realizado.
Nós caminhamos nessa trajetória que se chama evolução.
Uns caminham rapidamente, celeremente, com determinação. Outros lentamente, morosamente, levando séculos. Estacionam nas inferioridades, como a preguiça, a acomodação, a indiferença, os vícios, o desamor.
Preguiça de sair da acomodação em que está, ampliando seus limites. Porque é muito mais fácil achar um culpado por isso: Deus, a sociedade, o marido, filhos, sogra, alguém ao invés de ter que contar consigo mesmo e perceber que pode falhar, tendo que assumir a responsabilidade ou seja, ter que olhar para sí mesmo e ver que fracassou, ter que observar que existe uma realidade a ser cumprida para cada um de nós e que não adianta fantasiarmos ou seja; esperando que os problemas desapareçam.
Se estamos doentes precisamos nos cuidar não adianta postergarmos.
Se precisamos parar de beber, comer devido a saúde, ajamos com determinação para alcançar o objetivo.
Precisamos superar o medo do fracasso, o medo de assimilar coisa novas, superar indecisões, desilusões.
O erro é o primeiro estágio de conhecimento. Errando também se aprende.
Acreditar dá trabalho! Pede verificação, experimento, trabalho no campo da esperança, mas traz alegria e satisfação.
Por isso Jesus fala: - “A cada um segundo suas obras “.
O mérito ou demérito de nossa felicidade pertence única e exclusivamente a nós.
Muitos valores estão confusos hoje em dia. Muitas vezes ouvimos falar : Eu vou a luta !. Querer é poder ! Voce tem de buscar o que quer !. Vá lá e tome o que é seu !
Temos que aprender a separar o joio do trigo. O desejo nos liga às coisas materiais.
A vontade que é determinação do espírito imortal nos liga à construção no campo do bem através do discernimento, atingindo sabedoria.
O bem é tudo que está de acordo com a Lei de Deus.
O mal é tudo que se afasta da lei de Deus. A Leis de Deus estão na consciência do homem.
Fazer o bem é se integrar a essa Lei. Fazer o mal é infringi-la.
Deus nos dá a inteligência para discernir e Jesus nos dá a medida certa dizendo: "Não façais aos outros o que não quereis para ti."
Por isso saibamos canalizar a determinação para o bem, construindo nossa felicidade e consequentemente a felicidade ao nosso derredor..
Para o homem insulado, acomadado, não há vícios ou virtudes, pois presevando-se do mal anula assim o bem ou progresso a ser alcançado.
Não sejamos como Emannuel nos diz,  "autores de obras mortas através do arrependimento".
Quantos não têm um ideal, não constroem seus sonhos, não realizam nada. Aí o tempo passa e vem o arrependimento, do que deveria ter sido feito e não foi.
Precisamos acreditar em Jesus quando ele diz, que para que tenhamos vida, ''vida em abundância'', precisamos agir, construir no campo do bem, fazendo, errando, acertando.
Determinação é força interior  manifesta.
Vontade resoluta, forte, acompanhada de uma inabalável fé que nos capacita a encontrar conhecimento, sabedoria, esperança, tendo novos recursos de vida!.
Começar de novo em qualquer circunstância: na perda de um ente querido, uma doença, um revés financeiro, uma nova formação profissional.
Determinar-se nos relacionamentos, sendo honesto, respeitoso, fiel, discreto.
Cuidar-se em todos os aspectos, educação, higiene, saúde,respeito, amor etc.
Jesus era determinado, encontrou inúmeras dificuldades para estabelecer sua obra mas perseverou até o fim. Era um espirito luminescente. Sua luz foi adquirida pelo próprio esforço, iluminando também nossos caminhos.
Que nossa existência possa ser como a "candeia viva" onde as experiências amealhadas possam ser compartilhadas, iluminando a todos nós.Como diz Huberto Rohden:
- “O homem crístico é por dentro de Deus e por fora, de todas as criaturas de Deus“





BIBLIOGRAFIA:
O Céu e o Inferno -Primeira parte cap.III, item 6
Fonte Viva - lição 81 e 83
Caminho Verdade e Vida -lição 3e 4
Justiça Divina -Lei do Mérito

quarta-feira, 3 de abril de 2013

"Dar a outra face " - Maturidade e Força Interior


Somente aquele que é possuidor de generosidade pode “dar a outra face”,como Jesus nos ensina.
Para tanto precisamos ter superado as artimanhas do verniz social,dos discursos e crenças que permanecem na superfície do ser.
Para realizar esse intento precisamos ver o ser humano na sua real condição; com acertos desacertos sabendo dos sofrimentos e dores que movem as criaturas cuja essência é divina.
Aceitando-a, não julgando mas buscando atingir o “eu profundo” ou seja sua interioridade.
Precisamos estar despidos dos preconceitos, do orgulho, da vaidade, alicerçando o sentimento por excelência.
Daí a necessidade de auto-superação,do exercício proposto por Jesus,de dar outra face.
Porque tu me golpeias? Se fiz algo errado corrigi-me.
Essa é a fala de Jesus ao soldado que lhe golpeou a face.
Humilhação? Não !
Generosidade da alma de um Mestre que ao inquirir, faz despertar maneiras outras de agir e pensar.
Filosofias, filósofos, trabalharam o pensamento humano.
Mas Jesus trabalha os sentimentos, as emoções profundas do ser,direcionando-as ao amor.
Esse é o despertar de Deus em nós.
"Dar a outra face", nos motiva a sair do círculo pesado de nós mesmos encarando sem medo a generosidade, expressando a humildade, sem que isto nos desnude, ou soframos alguma perda.
A sensação de auto superação é libertadora. Mesmo que momentânea e não definitiva como deveria ser.
Para o outro ou seja; para aquele cuja nova face é oferecida é surpreendente.
O primeiro sente-se forte, firme como se uma autoridade moral o envolvesse.
Sente uma sensação de libertação emocional.
Para o segundo causa surpresa, pois as criaturas já estão acostumadas por incrível que pareça responder a tais situações articuladas que estão para responder as agressões, e quando isso ocorre ficam sem ação,às vezes paralisadas, surpreendidas.
Dar a outra face nos posiciona na necessidade de educação, de aferir os valores que Jesus nos ensina.De ajustar as muitas personas que vivemos,buscando extrair as realidades do espírito eterno.
È difícil ? - Com certeza!
È impossível ? Não,com certeza!
Então deixemos-nos alumiar pelo luz que a pedagogia do Mestre derrama sobre nós,diluindo personalismos que nos entristece e adoece.
Só podemos ver o bem no outro quando ele estiver em nós mesmos.
Só conseguiremos ver nós mesmos se deixarmos cair as máscaras ao dar a outra face.
Dizem os espíritos que ao desencarnarmos não há castigos ou punições, simplesmente espelhamos nossa consciência.
Queira Deus que nesse momento já tenhamos internalizado a generosidade a humildade  de “dar a outra face” podendo olhar no espelho de nós mesmos.