Lei do Progresso - II Marcha do Progresso - Livro dos Espíritos cap.VIII



"Sendo o progresso uma condição da natureza humana ninguém tem o poder de se opor a ele.Ele é uma força que as más leis podem retardar, mas não asfixiar.Quando essas leis se tornam incompatíveis com o progresso ele as derruba com todos que a querem manter,e assim será até que o homem harmonize  as suas leis com a Justiça Divina,que deseja o bem para todos e não as leis feitas para o forte em prejuízo do fraco.
O homem pode permanecer perpetuamente na ignorância, porque deve chegar ao fim determinado pela Providência: ele se esclarece pela própria força das circunstâncias.
As revoluções morais ,como as revoluções sociais se infiltram pouco a pouco nas idéias e germinam ao longo dos séculos e depois explodem subitamente  fazendo ruir o edifício carcomido do passado,que não se encontra mais de acordo com as necessidades novas e as novas aspirações.O homem geralmente não percebe,nessas comoções,mais do que a desordem e a confusão momentâneas que o atingem nos seus interesses materiais mas aquele que eleva seu pensamento acima dos interesses materiais  admira os desígnios da Providência,que do mal fazem surgir o bem.São a tempestade e o furacão que saneiam a atmosfera,depois de a haverem revolvido. Cap.VIII – Lei do Progresso  - Livro dos Espíritos"

A movimentação das massas humanas segue o fluxo e o refluxo das necessidades coletivas e individuais do Espírito Eterno.
Grandes contingentes de energia criativa e criadora quando menosprezadas, delegadas, esquecidas, sufocadas, ao longo do tempo na intransigência da movimentação improdutiva,  qual água estagnada fomenta pouco a pouco doenças que contaminam o organismo já incipiente em si mesmo. Restabelecer a saúde faz parte do mecanismo biológico.Mas para isso temos de utilizar  medicação adequada.
O trabalho construtivo, é o medicamento silencioso e preventivo para restaurar a saúde.  
Ser produtivo  beneficiando a  si, a coletividade significa estar inserido no contexto da Evolução.Aprender, desenvolver, evoluir faz parte do progresso do "ser", através das Leis Naturais que são as Leis de Deus.
Mas para todo procedimento há metodologia adequada, pois as contingências que trazemos de um passado delituoso jaz em nosso inconsciente profundo, mesmo como coletividade, emitindo energias ainda não controladas por nós.
Necessário se faz que desenvolvamos os talentos, mas, para isso utilizemos da Pedagogia do amor e da paz, sendo construtores de um mundo melhor.
Qual o caminho para a paz , perguntaram a Gandhi. E ele disse  : - A paz é o caminho.
Na inexorável linha do tempo os movimentos das massas, das coletividades refletem suas conquistas no campo social, São conquistas que  no poder da ação conjunta encontram forças para mudanças. Precisamos estar atentos, pois essas conquistas surgem ao clamor da angustia e desespero, do sofrimento e dor.
Esse deve ser um momento de auto controle, e não de desesperação, para que não venhamos fragilizá-lo, perdendo-o pelo jugo da força de outrem ou pelo nosso retrocesso.
O exemplo de um  “aprendizado” real é o que se espera dessa coletividade. Que ela possa realizar modificações, demonstrando que elas existem a partir de si mesma.
Dar a outra face, mostrar o outro lado da moeda, ante a opressão é o que se almeja daqueles que buscam novos rumos.
Precisamos separar o joio do trigo, isso se faz com boa vontade e perseverança.
Acreditamos no homem, na busca pelos seus anseios de bem estar e liberdade, pois é intrínseco as suas necessidade mais profundas, pois somos filhos de Deus.
Poder expressa-las deixando-as ao sabor do sol das mudanças faz com que se reinicie
o movimento da vida, que é fluxo e refluxo neste  planeta,  assim como nesta terra bendita que tem palmeiras onde canta o sabia.



Canção do exílio –Antonio Gonçalves Dias

"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar - sozinho, à noite -
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá."

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